Quando é que o mais começa a ser prioridade?
Vivemos numa era de consumismos. De desejos, de vontades e de querer. Como se nunca estivéssemos satisfeitos, e a vontade de querer falasse sempre mais alto. Querer? Tudo menos o que temos. Queremos o que temos e o que ainda não temos. Fazemos dos planos a nossa prioridade e dos desejos e sonhos aquele calcanhar de aquiles que nos faz olhar a vida com o copo meio vazio. Quando é que o mais começa a ser prioridade? E nada mais importa do que os planos de amanhã. Como se hoje fosse em vão se o amanhã porque tanto lutamos não for como merecemos. É como um botão que de repente se liga na nossa vida, à nossa frente, e nos faz olhar para tudo à nossa volta, com outro impacto. O futuro parece distante e tão perto. A vida que se idealizou parece fugir por entre os pensamentos de uma esperança idealista. E o mais que se pensava a brincar ganha a importância na vida e o objectivo no caminhar. Afinal, somos abençoados por tanto que de tão pouco completa a vida. E do nada, nos incompleta, com a falta que tanto mais faz, num copo meio vazio à espera de se encher de tanto mais que a história planeou. Quando é que o mais começa a ser prioridade?
Foto: Jorge Rocha e Sérgio Antunes
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